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IFSP Câmpus São João da Boa Vista

Última atualização em Terça, 20 de Março de 2018, 21h06 | Acessos: 328

O Câmpus São João da Boa Vista é uma unidade educacional subordinada ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, autorizada pela Portaria nº 1715 do Ministro da Educação, publicada no DOU de 20/10/2006. Tem estrutura administrativa definida pela resolução nº 136/06 de 16/11/2006 do conselho Diretor do IFSP.

Histórico da instituição

O Decreto presidencial nº 7.566, de 23 de setembro de 1909, institucionalizou o ensino profissional no Brasil. Em 1910 surgiu a Escola de Aprendizes e Artífices de São Paulo, assemelhando-se a das criadas em outras capitais de Estado. Destinava-se inicialmente às camadas mais desfavorecidas, aos “deserdados da fortuna e menores marginalizados”, ministrando o ensino elementar. Em 1937 passou a denominar-se Liceu Industrial de São Paulo, oferecendo ensino equivalente ao de primeiro ciclo.

Em 1942 foi promulgada a Lei orgânica do ensino industrial. A nova orientação visava à preparação profissional dos trabalhadores da indústria, dos transportes, das comunicações e da pesca. O ensino industrial passou a ser composto por dois ciclos. No primeiro incluía-se o industrial básico, o artesanal e a aprendizagem. No segundo, o de mestria, o técnico e o pedagógico. O curso de mestria visava à preparação do aluno diretamente para a indústria nos cargos de mestre; o de técnico visava à formação de profissionais para o cargo de supervisão; e o pedagógico, a formação de docentes para o próprio ensino industrial. Com essa nova forma, instituía-se a Rede Federal de Estabelecimentos de Ensino Industrial, denominada Escolas Técnicas e o Liceu passou-se a se denominar Escola Técnica de São Paulo. Neste mesmo ano, instalam-se os cursos de nível técnico de mecânica e edificações.

Em 1959, a Lei nº 3.552 reformou o ensino industrial no país. A nova legislação acabou com vários ramos de ensino técnico existentes até então, unificando-os. Por força dessa Lei, a escola passou a denominar-se Escola Técnica Federal de São Paulo.

Em 1968, foi criado o curso de eletrotécnica. E, em 1971, o acordo Internacional entre o governo brasileiro e o Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento preconiza a criação de 6 centros de engenharia de operação, entre eles o de São Paulo. Com esse objetivo, foram iniciadas as obras da nova escola a ser instalada no Bairro do Canindé, próximo ao local onde seriam construídos uma estação de metrô e o terminal rodoviário. A não autorização da instalação do referido centro propiciou a passagem do patrimônio oriundo do acordo MEC/BIRD para a Escola Técnica Federal de São Paulo.

No ano de 1976, procedeu-se a mudança para a nova sede e, em 1978, criaram-se os cursos de eletrônica, telecomunicações e processamento de dados.

Os cursos complementares de mecânica, eletrotécnica e edificações foram instalados em 1981. Destinavam-se a clientela, em grande parte integrada ao mercado de trabalho, que necessitava de uma formalização profissional por meio de disciplinas de nível técnico de 2º grau. Estes cursos técnicos têm a duração de 2 anos, prevendo um estágio obrigatório.

No ano de 1987 foi implantada a primeira Unidade de Ensino Descentralizada (UNED) no Município de Cubatão e, em 1996, ocorreu o início do funcionamento da UNED Sertãozinho. Em 1999, a Escola Técnica Federal de São Paulo, foi transformada em Centro Federal de Educação Tecnológica de São Paulo – CEFET, conforme Decreto de 18 de janeiro de 1999. No ano de 2005, foi autorizado o funcionamento da UNED Guarulhos. As UNEDs de São João da Boa Vista e Caraguatatuba foram autorizadas a funcionar a partir do 1º semestre do ano de 2007; as UNEDs de Bragança Paulista e Salto passaram a funcionar no 2º semestre do ano de 2007; e, as UNEDs de Campos de Jordão, São Roque e São Carlos, no ano de 2008.

Com a Lei nº 11.892, de 29 de dezembro de 2008, foi instituída a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, que transformou o CEFET-SP em Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo – IFSP, e suas Uneds em Campus.

Essa Política de Estado prevê a expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica no Estado de São Paulo com a instalação de novos Campi nas cidades de Araraquara, Avaré, Barretos, Birigui, Boituva, Campinas, Capivari, Catanduva, Hortolândia, Itapetininga, Matão, Piracicaba, Presidente Epitácio, Registro, Suzano e Votuporanga, a partir de agosto de 2010.

Histórico do Câmpus

Em São João da Boa Vista, a área doada à Municipalidade pelos empresários Paulo Roberto Merlin e Flávio Augusto do Canto, possibilitou a construção da unidade de ensino do Centro de Educação Profissional de São João da Boa Vista – CEPRO, através do Programa de Expansão da Educação Profissional e Tecnológica - PROEP.

A Federalização

A partir da expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, a unidade de ensino do CEPRO foi federalizada no dia 13 de Abril de 2006, em cerimônia realizada na cidade de Salto - SP, na qual o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou juntamente com prefeitos de diversos municípios do Estado, os Termos de Compromisso para transferência de convênios entre as instituições de segmento comunitário e o CEFET-SP.

Com aprovação da Lei Municipal nº 1.934, de 16 de Novembro de 2006, o CEPRO cede lugar para o CEFET-SP, instalado em uma área construída de 10.284,47m² (área interna: 2.529,13m², área externa: 7.755,61m²) dentro de um terreno com área total de 43.591,16m².

A UNED São João da Boa Vista teve seu funcionamento autorizado pela Portaria nº. 1715 do Ministro da Educação, publicada no D.O.U. de 20/10/2006 e sua estrutura administrativa definida pela resolução nº. 136/2006 de 16/11/2006 do Conselho Diretor do CEFET-SP, cuja missão é “ser agente no processo de formação de cidadãos capacitados e competentes para atuarem em diversas profissões, pesquisas, difusão de conhecimentos e processos que contribuam para o desenvolvimento tecnológico, econômico e social da nação”.

Iniciou suas atividades no Município a partir de janeiro de 2007, com o objetivo de se tornar um centro de referencia de educação técnica e tecnológica profissional pública gratuita na região leste do Estado de São Paulo.

A “Aula Inaugural” ocorreu no dia 13 de fevereiro de 2007 com implantação, no primeiro semestre, do “Curso Técnico em Informática” e, no segundo semestre, do “Curso Técnico em Automação Industrial”, além dos “Cursos de Formação Inicial e Continuada”, voltados para a comunidade escolar.

No ano seguinte, foi implantado o “Curso Superior de Tecnologia em Eletrônica Industrial”, cujas aulas tiveram início no mês de agosto.

O Instituto Federal de São Paulo e o Câmpus de São João da Boa Vista

Reconhecido pela sua tradição e qualidade na oferta de ensino público federal gratuito, especialmente dirigidos para atender a capacitação de mão-de-obra local e regional, o CEFET-SP, exatamente no ano em que completa o seu centenário, inicia 2009 sob novo modelo pedagógico em função da transformação em Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia.

Criados através da Lei Federal nº 11.892, de 29.12.2008, os institutos, equiparados às universidades federais, são o resultado do reordenamento e da expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica iniciados em abril de 2005.

A sua infra-estrutura abriga 06 laboratórios de informática; 02 laboratórios de eletrônica; 01 laboratório de pneumática, 01 laboratório de hidráulica, 01 laboratório de comandos elétricos, 01 laboratório de instrumentação e controle de processos, 01 laboratório de robótica, 01 laboratório de comandos numéricos computadorizados - CNC, robótica e controladores lógicos programáveis - CLP, 01 laboratório de química e 06 salas de aulas teóricas, além dos espaços da administração, secretaria escolar, biblioteca, orientação pedagógica, auditório e área de alimentação.

Atualmente, o corpo docente é composto por 45 professores, enquanto que o corpo técnico-administrativo conta com 26 servidores, responsáveis pelas ações que possibilitam e mantém o funcionamento do campus. Também compõe o corpo docente os servidores do município com base no Acordo de Cooperação Técnico-Educativa.

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